Pandú [EP] [Exclusivo]

Enme

  • Loja: iTunes Store
  • Lançamento: 17 de Maio de 2019
  • Qualidade: iTunes Match AAC M4A
  • Gênero(s): Pop

Sobre o EP:

Drag Queen e rapper, Enme lança seu primeiro EP “Pandú” com músicas autorais inspiradas nos ritmos do nordeste. As faixas são produções Brunoso, Sandoval Filho, Fabregas Music e Joe Joeezy, sendo finalizadas em Angola através da gravadora Sotaque. Desde seus primeiros lançamentos, @ artista sempre evidencia sua influência do Hip-Hop. Neste trabalho, a artista traz uma sonoridade única que mostra uma musicalidade pop com uma pitada de afrobeat, bahia bass, trap, R&B, samba e samples de ritmos regionais. A capa de “Pandú” foi desenvolvida pela equipe da Cazzu Br em parceria com a gravadora Sotaque, com direção criativa de Johrdam, direção de arte de Neto Martins, make up por Ezequiel D’Castro, Francisco Bruno como assistente de produção, fotografia de Amanda Aramaki e João Pires como assistente de fotografia.

Tivemos a honra de entrevistar Enme e conhece-la um pouco mais e vocês podem conferir, logo abaixo, enquanto baixa o EP.

Lista dos arquivos:
Nº NomeArtista
1Parem de nos MatarEnme
2Killa 🅴Enme
3Big Street 🅴Enme
4Neguinho (feat. Maya Black)Enme
5Perfume 🅴Enme
6Juçara (feat. Brunoso) 🅴Enme

O Hits e Beats quer saber…

Hits e Beats: O que você gostaria de dizer aos fãs do site antes deles ouvirem seu EP?
  • Enme: Esse EP é resultado de um processo que geralmente nos faz olhar para fora, mas eu decidi olhar para dentro da minha casa, dentro do meu nordeste e transmitir isso em música, de uma maneira universal. Sem medo de viver e pensar fora da caixinha. É rap, é samba, é afrobeat, é pop, é funk, é arte e música, tudo isso muito bem servido com um bom prato de pandú.
Hits e Beats: Como foi o processo de criação desse novo trabalho?
  • Enme: Desde que comecei fazer música em 2017, eu sentia a necessidade de fazer algo único. De buscar um espaço e uma sonoridade só minha. Trabalhando Brunoso, que é o produtor e beatmaker da maior parte das músicas do EP, a gente vem buscando criar uma musicalidade que represente o nordeste mas sem um formato clichê. Eu queria transmitir minha ancestralidade, meu regionalismo mas num formato pop, dançante e que principalmente, tocasse nas pessoas. Como resultado do nosso trabalho conjunto, acabamos chamando atenção do selo Sotaque que abraçou a ideia desse EP e ofereceu a melhor estrutura possível. Era um processo que a gente já vinha trabalhando desde 2017 e conseguimos finalizar tudo em um mês, tendo uma assistência incrível. Jamais imaginei que um material meu pudesse ser finalizado em Luana, parece inacreditável pra mim, mas é real.
Hits e Beats: Quais suas inspirações e referência musicais?
  • Enme: Eu cresci ouvindo Beyoncé, Ciara, Lauryn Hill, várias divas do Hip-Hop que é o estilo musical que mais me identifico. Fazer rap tá na minha veia, pulsa com facilidade, as letras simplesmente fluem tranquilamente. Ao longo do processo de construção do EP eu ouvi muito Baiana System, Attooxxa, Rincon Sapiencia, artistas que certa forma trazem uma sonoridade única e regionalismo latente. A coragem pra fazer música veio acompanhando artistas como Karol Conka, Rico Dalasam, Linn da Quebrada. Eu sou extremamente fã da Gloria Groove. No EP Pandú tem referencias da IAMDDB, do Major Lazer, Sister Nancy, do Cacuriá de Dona Teté daqui do Maranhão, do bumba boi, é um conglomerado de estilos musicais que quem conhece vai sentir.
Hits e Beats: E se você pudesse escolher apenas um artista ou banda para fazer uma colaboração, quem seria?
  • Enme: Meu sonho é fazer uma música com o Rincon Sapiência mas nesse momento eu escolheria Attooxxa. Depois de assistir um show deles em Salvador, meu coração foi bombardeado pela energia que eles tem e o som que conseguem extrair da Bahia. É isso que eu quero fazer com o Maranhão, então seria lindo essa conexão.
Hits e Beats: Nos dias atuais, com o crescimento de um discurso de ódio em relação a comunidade LGBTQ+, como você visualiza a expansão da Drag Music no Brasil e no mundo?
  • Enme: Eu sou uma LGBT que sobreviveu a um ataque homofóbico dentro de casa. Tanto que escolhi o lançamento do EP para o dia 17, que é o dia internacional do combate a LGBTfobia. A música e a arte no geral sempre foram objetos de reflexão social, ferramentas para mudança. Sem falar que, a qualidade do trabalho que drag queens vem apresentando no cenário musical explode com a bolha homofóbica de qualquer um. São consumidos apenas pelo talento. Existe uma realidade um pouco distante da vida nos palco e da vida cotidiana de uma drag. No palco eu tô cercada de pessoas que adoram o que eu faço. No dia a dia eu sou só uma poc negra andando de ônibus correndo risco como outras. Mas o importante é que todo o amor e apoio que têm dado as drag queens faz com que todas nós ganhemos mais força. E isso abre diversos debates para questões de gênero, principalmente porque estamos na figura feminina mas não somos mulheres nem travestis, nem todas no caso, pois existem trans drags incríveis. Através do nosso trabalho com música e em outras áreas também como design, fotografia, produção de moda, maquiagem, etc, a gente consegue ingressar em novos espaços e trazer essa familiarização, uma humanização do LGBT e acabar com qualquer possibilidade de intolerância.
Hits e Beats: Qual a principal mensagem transmitida pelo EP?
  • Enme: Quando minha mãe era criança, ela só tinha que comer pandú de farinha pra dividir o almoço entre os irmãos. Toda essa dificuldade fez dela uma mulher forte e lutadora. E eu sou assim. Uso a negatividade como combustível, uso o ódio como inspiração. A primeira faixa do EP é o meu desabafo. É a mensagem necessária e que jamais eu poderia deixar de falar. Eu sou uma pessoa muito apegada a causa raciais e eu sentia que as pessoas costumavam resumir problemáticas importantes a serem resolvidas, a mera treta de rede social. Então eu resolvi mudar a minha abordagem, eu decidi levar a mensagem através da música. Uma das minhas ferramentas para combater racismo é explorar toda minha ancestralidade e criar um trabalho tão genuíno que provavelmente um cara racista e homofóbico vai ser obrigado a ouvir e vai gostar. E eu vou adorar isso penetrar a mente dele e quem sabe lá dentro eu não consiga mudar o jogo e a forma dele ver o mundo.
Hits e Beats: Pra finalizar, após esse importante marco na sua carreira, quais são os próximos passos que você pretende alcançar?
  • Enme: Eu quero rodar o Brasil e o mundo levando o Pandú pras pessoas degustarem e espalhando a minha mensagem. Quero fazer show fora do Brasil também. Estamos com alguns clipes engatilhados aguardando a resposta do público sobre as faixas. E já tem música pronta pra um possível álbum porque eu sou viciada em compor e tô produzindo como farinha inchando no prato.

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